Não haverá explicação nem tão pouco desculpa alguma.
Fica apenas uma foto. Por vergonha, mas alheia.
Pela manhã, nos 800 metros que ligam a praça da fronteira da Portela do Homem até ao Rio com o mesmo nome não chegaram dois pares de sacos do lixo de 200 litros (imaginem se fosse superbock).
E, devido ao cheiro insuportável, nem sequer arriscamos a entrar dentro dos edifícios abandonados.
Depois de carregar a carrinha do Parque com os respectivos subimos até perto da Água de Pala onde se deu uns mergulhos e almoçou.
A sobremesa foi mais do mesmo. De perto da Fonte da Abilheira até à ponte enchemos mais uma dezena de sacos.
É verdade que eram bem mais pequenos e até perfumados mas o tipo de lixo predominante assim o exigia.
Deixamos os sacos junto da ponte e subimos até à Portela de Leonte limpando as bermas.
Ainda pensei que aqui existisse menos lixo. Puro engano. Bastou chegar à Fonte de Albergaria para encher, novamente, um dos pequenos.
Juntamo-nos ao grupo que vinha a descer de Leonte e subimos, já em grupo numeroso, até á Portela de Leonte onde se deu por terminada a Brigada.
A Brigada dos Almeidas.
Facto curioso o tipo de lixo que se encontra no Parque Nacional da Peneda Gerês.
Fraldas, um vestido de criança, umas cuecas de homem, um soutien almofadado copa D, um par de chinelos de dedo tamanho 42, uma asa de lancheira, uns óculos de sol de criança, pensos higiénicos, toneladas de toalhetes e guardanapos, uma garrafeira imensa…
Nota positiva para a colaboração prestada pelos guardas do Parque.
Para os Guardas Lages e Domingos (os que estiveram connosco) aquela abraço e um obrigado especial.
Haveremos de nos encontrar novamente.
Esperava-se, melhor, alguns esperavam que alguém dos serviços centrais marcasse presença na actividade.
Não foi visto ninguém com esse perfil no Vidoeiro ou pelos lados que nós andamos.
A terminar fica a viagem final, feita de carrinha para irmos buscar as nossas viaturas à Portela do Homem, com um sorriso de missão cumprida.
Tudo limpinho, nem uma ponta de lixo.
Puro engano. Na volta, logo a seguir à ponte, já estava um raio de um pacote de bolachas vazio junto da berma.
Pois, quando for necessário nós voltamos, não é Rui?
Sem moralismos.
Sem vergonha.
Sem dramas. |