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FOTOGRAFIAS
Ficou agendado apenas na noite anterior mas valeu, com toda a certeza, a pena. Pena mesmo foi o S. Pedro, normalmente cooperante, ter-nos acompanhado todo o percurso. Todo não, deu folga no último km já na subida para a Portela do Homem.
Mochilas nas costas pelas 08.27 para toneladas de pedras de todos os tamanhos e feitios a forrarem o chão do estradão.
São bosques, lagoas, cascatas e cursos de água sem fim no caminho pelo Vale do Alto Homem, de escarpas imponentes e paisagens indescritíveis.
Alguma neve pelo caminho até que se deslumbra, no meio do chuva e do nevoeiro, as paredes de uma casa…
Uns metros mais, transpõe-se os dois pilares que marcam a entrada do antigo complexo e depara-se com uma cidade fantasma. Os tectos de lusalite já eram e restam as paredes de pedra com as formas do que já foram portas e janelas.
-”Aqui eram as oficinas, aqui a cozinha, aqui a enfermaria, aqui as camaratas…”, explicava o Rui, veterano nestas visitas aos Carris.
A chuva e o vento não permitiram grandes voltas.
Depois de um chã quente no único local com tecto, à sombra do Penedo da Saudade, e com o ouvido atento ao flautista fantasma dos Carris
espreitou-se, por entre o nevoeiro, a Corga das Negras, vasculhou-se um par de edifícios e desceu-se à represa ainda com uma camada de gelo superficial considerável. Na volta uma lebre, o único animal que se avistou, trepou umas rochas a uma velocidade incrível e desapareceu num ápice.
Não merecia a pena subir ao Marco e ala para baixo.
Na descida ainda se encontrou um grupo de 4 caminheiros e um casal de Espanhóis escoltados por dois cães.
Eram cerca das 15.30 quando chegamos à Portela do Homem.
Alma renovada e lavada por um dos mais míticos locais do Gerês.
E, claro, abraço especial ao companheiro e veterano Rui, do blog dos Carris.

