Arquivo da Categoria ‘Minas dos Carris’

Lagoa do Marinho-Carris-Lagoa do Marinho – 21.02.09

Sábado, 21 de Fevereiro, 2009


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MAPAS

Mapa Perfil Altitudes Relevo em 3D

FOTOGRAFIAS

Os quase oito kms do alcatrão até ao local do início são feitos por um estradão lento e duro para a viatura. Mas a chegada ao local onde o Marinho, pessoa de sorte, tem as suas lagoas ultrapassa todo o imaginário. Além de espelhos da alma, são ainda espelhos da própria montanha, coisa que fotografia alguma consegue verdadeiramente transmitir.

Neste dia (em que o habitual companheiro Rafa decidiu dar o nó :-) , a ideia era chegar a Carris partindo da Lagoa do Marinho e utilizando um trilho de pé posto, visível na carta militar. E que trilho, meus amigos.
Com uma temperatura agradável, o céu limpo, o sol a brilhar, o Rui a servir de guia e seguindo as mariolas (algumas pintadas de vermelho e outras de azul – será culpa do Pinto da Costa??? :-) de serviço fomos encontrando lugares e paisagens singulares. As antigas minas do Borrageiro e as suas escombreiras, o prado de Couce, as ruínas da Casa do Padre, o paraíso dos Cocões do Concelinho e logo após, já a subir e bem enterrados na neve, a passagem para Lamas de Homem. Depois foi um passeio sobre um manto pintado de branco até à ponte das Abrótegas logo seguido da habitual subida para Carris.

Chegamos cedo e deu-nos a preguiça.
Esticámo-nos, por um bom pedaço, no topo do Penedo da Saudade a absorver os raios do astro rei e só de lá saímos quando começaram a chegar vários grupos. Descemos então para almoçar com a visita à Lagoa, gelada, como sobremesa.
Iniciámos então o regresso encontrando ainda aquela hora vários grupos na subida. A descida de Lamas de Homem foi outra vez com neve até quase à cintura mas chegamos ainda um pouco antes das quatro e com cerca de 15kms feitos.

Mais uma – venha a próxima.

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Portela – Carris – Portela – 24.01.09

Sábado, 24 de Janeiro, 2009


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FOTOGRAFIAS

A ventania da noite anterior tinha já deixado o alerta.
Logo após a Portela de Leonte foi possível arrastar uma árvore do meio da estrada mas, na subida para a Hermida, o pinheiro era de tamanho considerável e nem sete pares de braços o conseguiram mover.
Primeira forma, de volta à Portela e ala para cima que se faz tarde.

E, mesmo fora do plano original, valeu a caminhada.
Valeu pela camaradagem. O habitual Rui (que na próxima tem de levar a minha mochila), a Paula, Mário e Paulo (que na próxima estão encarregados dos petiscos), o Zé Moreira (com os seus trilhos no telemóvel) e o Carlos (que aposto que não quer perder a próxima).
Valeu tb. pelo tempo. Um pouco de chuva, um q.b. de granizo, algum sol e… a tão desejada neve.
Três horas para cima, a entrada, nunca igual e sempre diferente das antigas instalações ao som de ‘Tripeiro eu Sou’ (paga de uma promessa antiga), o almoço à sombra do Penedo da Saudade e quase duas horas com visita guiada do Rui.
Vários poços de mina, edifícios de processamento de minério, a grande entrada da mina e o alto e respeitoso edifício da lavaria com vista para a Lamalonga.
Na volta descemos ainda à Represa, sem ponta de gelo mas com ondulação não própria para embarcações e onde a neve apertava com o vento. Magnífico.
Na saida tornou-se complicado tirar a foto de equipa pois as máquinas teimavam em tombar do muro devido ao forte vento que se fazia sentir.

A descida, já com saudades e, cerca de 22Kms e um pouco mais de oito horas depois, a chegada ao ponto de partida.
Quando é a próxima? É já a seguir!

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Portela – Carris – Portela – 06.12.08

Sábado, 6 de Dezembro, 2008


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FOTOGRAFIAS

Ficou agendado apenas na noite anterior mas valeu, com toda a certeza, a pena. Pena mesmo foi o S. Pedro, normalmente cooperante, ter-nos acompanhado todo o percurso. Todo não, deu folga no último km já na subida para a Portela do Homem.

Mochilas nas costas pelas 08.27 para toneladas de pedras de todos os tamanhos e feitios a forrarem o chão do estradão.
São bosques, lagoas, cascatas e cursos de água sem fim no caminho pelo Vale do Alto Homem, de escarpas imponentes e paisagens indescritíveis.
Alguma neve pelo caminho até que se deslumbra, no meio do chuva e do nevoeiro, as paredes de uma casa…
Uns metros mais, transpõe-se os dois pilares que marcam a entrada do antigo complexo e depara-se com uma cidade fantasma. Os tectos de lusalite já eram e restam as paredes de pedra com as formas do que já foram portas e janelas.
-”Aqui eram as oficinas, aqui a cozinha, aqui a enfermaria, aqui as camaratas…”, explicava o Rui, veterano nestas visitas aos Carris.
A chuva e o vento não permitiram grandes voltas.
Depois de um chã quente no único local com tecto, à sombra do Penedo da Saudade, e com o ouvido atento ao flautista fantasma dos Carris :-) espreitou-se, por entre o nevoeiro, a Corga das Negras, vasculhou-se um par de edifícios e desceu-se à represa ainda com uma camada de gelo superficial considerável. Na volta uma lebre, o único animal que se avistou, trepou umas rochas a uma velocidade incrível e desapareceu num ápice.

Não merecia a pena subir ao Marco e ala para baixo.
Na descida ainda se encontrou um grupo de 4 caminheiros e um casal de Espanhóis escoltados por dois cães.
Eram cerca das 15.30 quando chegamos à Portela do Homem.
Alma renovada e lavada por um dos mais míticos locais do Gerês.
E, claro, abraço especial ao companheiro e veterano Rui, do blog dos Carris.

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